• Livre-se do mal-estar da viagem

  • Tarcila França

Contando os dias para a viagem, riscando data por data no calendário como quem dribla o tempo em uma ansiedade sem fim para o roteiro de férias. Seja no mar em um cruzeiro paradisíaco, nas asas de um avião ou em terra dentro de um carro ou de trem, entre os preparativos está uma pequena farmácia à tiracolo para previnir enjoos e vertigens. Sim, os efeitos da maresia pode acometer qualquer um e sensibilizar os sentidos em uma doença conhecida por cinetose.

Ninguém merece não curtir o dia da viagem porque está passando mal. Para prevenir a cinetose, ou enjoo de movimento, uma dica bem simples do médico otorrinolaringologista, Ramires Sanches, é começar a tomar o remédio de nome genérico ‘neclisina’ dois dias antes, de 12 em 12 horas.

Para os mais sensíveis, a orientação é fazer exercícios de reabilitação labiríntica com uma fonoaudióloga. O objetivo é forçar a situação para o fortalecimento, o que se chama de habituação. "O remédio atua no centro da vertigem, deixando bastante resistente. Agindo desta forma, quem vai de carona não vai ter aquele sono que os tradicionais remédios causam se tomado em um único dia. Na hora de voltar, repetir o esquema", ensina.

Divulgação

Corpo parado e o transporte em movimento: desconforto de informações ao cérebro

Nem sempre, o passageiro sabe que tem o incômodo. Muitas vezes, ele acha que é ‘forte o bastante’ para não passar mal. De acordo com Sanches, só se sabe que se tem a cinetose quando é submetido a esse tipo de estresse. Pelo fato de o motorista ficar atento no controle visual, ele não perde as referências nem corre o risco de ter desinformação de sentidos.

Quando o cérebro recebe informações desconexas de três sistemas (visão, propriocepção e ouvido interno) acontecem as sensações desagradáveis de desconforto e mal-estar.

Quando andamos, movimentamo-nos intencionalmente e o cérebro consegue conjugar as informações recebidas. As três informações trabalham em sinergismo, ou seja, dizendo a mesma coisa. Em um carro, navio ou avião, isto não ocorre. Estamos parados e, ao mesmo tempo, em movimento, podendo causar confusão no cérebro.

A enxurrada de sinais confusos para o cérebro que ao mesmo tempo recebe informações dizendo que o corpo está parado e sem fazem esforço, com músculos e tendões relaxados, e informações dizendo que o corpo está em movimento, graças a aceleração e curvas geram a cinetose. Situação semelhante ocorre em um simulador de um parque de diversões, onde a diversão dá lugar a enjoos, tonturas e vômitos.

Se agora você abaixa a cabeça e começa a ler, a visão junto com a propriocepção vão dizer ao cérebro que estamos parado, enquanto que o labirinto, estimulado pelas curvas e acelerações do carro, vai enviar sinais de movimento, o que facilita o surgimento de náuseas e tonturas.


DICAS E SINTOMAS

  • As mulheres são mais sensíveis que os homens, o que de modo algum significa que homens não possam ter enjoos de movimento
  • O tipo de movimento também influi na ocorrência dos enjoos. Ao contrário do que se pensa, movimentos de baixa frequência são os que mais induzem à cinetose
  • Viajar deitado parece reduzir a intensidade dos sintomas, enquanto estar em pé parece ser pior
  • Em viagens de navio, cerca de 40% dos passageiros referem à cinetose, com graus de intensidade que variam desde um ligeiro mal-estar até sintomas fortes com vômitos incoercíveis
  • Em viagens de avião, a incidência é menor, mais ainda chega aos 25%
  • Olhar para o horizonte transmite mais sensação de movimento do que ficar dentro do quarto, olhando para parede
  • Os sintomas mais comuns incluem náuseas, vômitos, mal-estar, tonturas, vertigens, suores, sensação de calor e arroto

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