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15/01/2012 às 02:00 - Atualizado em 15/01/2012 às 12:26
A estrutura do Estádio Willie Davids de Maringá não é referência só em futebol. Do lado de fora, na pista que circunda o complexo, o pessoal da caminhada e a turma da corrida encontram motivação de sobra para fazer exercícios.
Douglas Marçal
Kuroda: médico pode identificar lesão
Em Maringá não faltam espaços para praticar exercícios, nem academias, mas, apesar do cenário convidativo, difícil mesmo é convencer a turma do sofá a sair de casa.
Para quem prometeu começar o ano disposto a praticar esportes, esta é a hora.
Passo 1
O primeiro passo para deixar a gordurinha e a preguiça para trás é aderir à modalidade que mais tem a ver com a sua personalidade. Praticar um esporte novo também pode ser o estímulo que o ‘atleta de Ano Novo’ precisa.
Até os ex-desportistas que precisaram interromper os treinos podem retomar o ritmo com orientação de um profissional ou em uma modalidade diferente. Para incentivar quem nunca praticou atividades físicas, as próprias academias dão um ‘empurrãozinho’, oferecendo aulas-teste - depois o aluno escolhe a modalidade que mais gostou.
Passo 2
Uma visita ao ortopedista é muito importante, sobretudo porque o especialista pode atuar de forma preventiva, orientando o futuro atleta sobre riscos de lesões ou problemas que precisam ser tratados antes do início das atividades físicas. Se não tratado, a prática de exercício pode agravar, e muito, o problema.
O ortopedista Gilson Kuroda orienta que é preciso preparar o corpo antes, fortalecendo músculos e articulações. "É preciso ter quem oriente os exercícios, um professor de Educação Física ou um personal trainer", enfatiza o médico. Isso porque o ‘atleta de Ano Novo’ pode sofrer lesões como as tendinites (inflamações nos tendões), ruptura de ligamentos e estiramentos. "Caso apareça uma inflamação, o treino precisa ser interrompido até que ela seja tratada e o atleta esteja mesmo curado", diz.
Todo esforço e cuidado é válido. A lista de pontos positivos é extensa. Mesmo um exercício leve, como caminhada, fortalece os ossos e os músculos, lubrifica os joelhos e melhora a capacidade respiratória. Até mesmo o uso de acessórios deve ser orientado. Há tênis apropriado para andar ou correr, por exemplo. As palmilhas e as joelheiras devem ser usadas apenas quando indicadas pelo médico porque têm fins específicos.
Passo 3
O médico deu o aval e a modalidade foi escolhida. Uma boa tática para driblar a preguiça é combinar com um amigo; se não der, lembre-se que o clima descontraído facilita a aproximação das pessoas e novos amigos vão surgir. Nos primeiros dias, todo mundo sente um pouco de desconforto, mas não vale voltar para o sofá.
O professor de Educação Física Juan Pablo Assis Pinto diz que os próprios instrutores ‘pegam leve’ nos primeiros dias. Então, não tente acompanhar quem já está na melhor forma. "É preciso haver comunicação entre professor e aluno porque, quando a dor aparece, o professor precisa saber a localização e a intensidade para poder orientá-lo".
As dores iniciais desapareceram, mas nem por isso o atleta tem carta branca. Exagerar faz mal. O corpo sempre precisa descansar entre os treinos. O intervalo mínimo recomendado é de 24 horas. Observadas as recomendações, o atleta só tende a contabilizar os benefícios.
15/01/2012 às 02:00 - Atualizado em 15/01/2012 às 12:26
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