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15/01/2012 às 02:00 - Atualizado em 15/01/2012 às 02:00
A maioria dos ex-fumantes, segundo o coordenador do programa Antitabagismo da UEM, Celso Conegero, incentiva outros a parar de fumar. Os participantes são estimulados a praticar atividades físicas e a mudar alguns hábitos para ganhar em qualidade de vida. "Não existe uma receita para parar de fumar, cada caso é único. Há pessoas que fumam somente à noite, outras só no trabalho, por exemplo", explica o professor.
"Temos que usar uma metodologia para cada pessoa. Sugerimos ocupações nos horários em que eles mais fumam e também os estimulamos a mudar os hábitos alimentares, evitando o consumo de produtos associados ao fumo".
O programa mostrou que a maioria dos fumantes mantém o vício por aspectos emocionais. Para as pessoas que têm problemas familiares e vida pessoal conturbada, o cigarro se torna uma ‘válvula de escape’. "Quando a nicotina age no sistema nervoso central, induz os neurônios a produzir dopamina – substância que dá sensação de prazer e bem-estar. Com isso, o vício produz uma aparente sensação de alívio".
A meta estipulada pelo Ministério da Saúde é reduzir a frequência de fumantes em diferentes grupos, principalmente a iniciação de adolescentes e adultos.
Conforme previsto no Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento às Doenças Crônicas Não Transmissíveis, a expectativa é reduzir a prevalência de fumantes de 15% para 9% na população adulta em 2022. Pela nova lei (sancionada em dezembro) também fica proibida a propaganda comercial de cigarros nos pontos de venda, sendo permitida somente a exposição dos produtos – desde que acompanhadas por mensagens sobre os malefícios provocados pelo fumo.
Outra obrigatoriedade é o aumento de avisos sobre os malefícios do fumo, que deverão aparecer em 30% da área frontal do maço de cigarros, a partir de janeiro de 2016. Fica estabelecida em 300% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o cigarro. O aumento no preço do produto está previsto para o início de 2012. Com o reajuste do imposto e o estabelecimento de um preço mínimo, o cigarro subirá cerca de 20% em 2012, chegando a 55% em 2015.
15/01/2012 às 02:00 - Atualizado em 15/01/2012 às 02:00
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