22/02/2012 às 17:40 - Atualizado em 23/02/2012 às 19:15
Alexandre Gaioto
Misture doses bem servidas de Jethro Thull com Eagles, acrescente um baixo com sotaque português, uma delicada flauta transversal, além de pitadas de psicodelia, folk, experimentalismo, e não esqueça um pouco de música indiana. Tudo isso num climão meio hippie fez da Jarrah Thompson Band uma das bandas mais descoladas do rock underground australiano.
Excursionando no Brasil pela terceira vez - a primeira foi em 2010 -, o quarteto se apresenta no MPB Bar, nesta sexta-feira (24), a partir das 23h. "Somos essencialmente uma banda de rock, mas o nosso show vai além: é eclético, difícil de ser definido apenas em um estilo", comenta o baixista Bruno Padoveze, único integrante brasileiro.
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O vocalista e guitarrista Jarrah Thompson, líder da banda batizada com seu nome: "Somos essencialmente uma banda de rock, mas o nosso show vai além: é eclético"
Na banda desde 2008, Padoveze diz que conseguiu acrescentar um pouco da música brasileira nas apresentações da banda. Já no primeiro ensaio, os demais integrantes notaram algo exótico no seu jeito de tocar seu instrumento. "Todo mundo disse que o meu baixo tem um sotaque português", lembra.
Com três álbuns de estúdio lançados de forma independente, a banda segue a mesma rotina de músicos independentes brasileiros. Os próprios integrantes cuidam da assessoria de imprensa, produção de shows e economizam o lucro das apresentações para turnês mundo afora.
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Jarrah Thompson Band: flauta transversal e
baixista brasileiro fazem a diferença
Além das passagens pelo Brasil, a Jarrah Thompson Band já rodou seis semanas pela Alemanha no ano passado, e ainda neste ano embarca para a Europa, rumo aos bares de rock. "Nós não temos outro objetivo além de fazer nossas músicas", comenta.
E é por isso que o novo álbum, que ainda não tem título provisório, deve ser lançado no fim de 2012. "No show, vamos tocar umas três canções inéditas que estarão no novo CD", conta.
Para o baixista, há uma diferença radical entre os cenários de rock brasileiro e australiano. Mas não tem nada a ver com a condição dos equipamentos ou com os locais do show - uma das críticas recorrentes dos músicos que se aventuram em território estrangeiro.
Em vez de se render a uma bandinha cover qualquer, o público da Austrália gosta mesmo é de escutar coisas novas. Topar ouvir músicas próprias de um grupo completamente desconhecido: um paraíso cobiçado por qualquer músico que se preze. "Lá, as pessoas são estimuladas culturalmente. Os jovens que começam a fazer arte são incentivados a criar coisas novas, não apenas a repetir o que já foi feito. Cerca de 90% das bandas australianas tocam seu repertório autoral", contabiliza o baixista.
Além de Padoveze, a banda é formada por Jarrah Thompson (guitarra, violão e voz), Asha Henfry (flauta e voz) e Dave Szental (bateria). Segundo o baixista, os integrantes ainda não estão por dentro das novidades musicais que estão bombando na música brasileira. Nada de Michel Teló, nada de sertanejo universitário. "E se depender de mim, nem vão ouvir esse tipo de coisa", diz, rindo. Sorte a deles.
Local: MPB Bar, Avenida Curitiba, 210.
Horário: 24 de março, às 23h.
Preço: A partir de R$ 15.
Telefone: 3028-4239.